8 de set. de 2010
Escureceu.
Eu estava deitada, fitando o teto com toda sua leveza, não tivera coragem de levantar-se ainda. Os pensamentos oscilavam de uma maneira tão intensa que eu não me sentia capaz de organiza-los de uma forma mais fácil. Ora ria, ora chorava, ora gritava, não sabia exatamente o por que daquilo, nem por que estava tão sem forças, o que havia acontecido com toda sua segurança, com toda sua convicção e certezas sobre a vida? Já não aguentava mais me afogar em lágrimas, estava me sentindo suja, como se o mundo tivesse acabado em guerra e a única e triste sobrevivente fora eu. Porque as coisas aconteciam dessa forma? Eu não conseguia entender exatamente que caminhão teria me atropelado, ou se teria caído em algum precipício, seria isso apenas uma recaída? Meus pensamentos eram rápidos o suficiente para não deixarem eu procurar uma solução. Olhei para janela, o dia já estava escurecendo novamente, e eu nem senti o frio do chão ou o calor do sol que brilhava na rua. Fechei os olhos tentando buscar forças lá do fundo, onde não havia. Brigando comigo mesma, me perdi na escuridão dos meus olhos que haviam de apagado.
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o horário de tal texto pede sol...
ResponderExcluirE palavras fortes bem colocadas, sempre me impresionam; pena porém, o "forte" ser sinônimo de dor ou dúvida...
Ah, não esqueça que a luz reflete apenas quem não a absorve totalmente, então não tente buscar solução sem esquecer daqueles que esperam um olhar brilhante, como outrora percebi no seu!