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8 de ago. de 2010

interrogação.

anda distraída pelas calçadas, foge, corre desesperadamente e para em qualquer banco da cidade. pensa, em alguns momentos se sente realmente fora de si, como se sua alma não estivesse ali, somente flutuava sem informar qual seria sua próxima direção. apavorada, se debate em outro ponto qualquer, se acha a pior coisa do mundo, simplesmente por não saber realmente o que é. para, enlouquecida, mira tudo ao seu redor e começa a chorar se questionando da forma mais cruel, perguntas vazias. isso tem alguma razão? ela só queria se achar no meio de tanta gente, que, normalmente, representa ser tão insignificante. e ao pensar isso fechou os olhos num passe muito rápido, era difícil chegar a conclusão que poderia ser da mesma forma que as outras pessoas, e continuou perdida com uma única pergunta... 'qual o valor da minha existência?'

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