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26 de set. de 2010

cócegas

Havia acordado rindo, era tão bom se sentir assim, radiante. Era o melhor sonho que tivera depois de tantos tumultos e tempestades dentro de si. Não que estava se sentindo a melhor pessoa do mundo, mas havia algo dentro de si que fazia cócegas. Ela tinha medo, muito medo, de despertar daquele sonho real e ao mesmo tempo nem se preocupava com isso, só vivia tentando desfrutar demais do que não tivera durante tantos dias. Queria levantar, andar, correr, pular, sair gritando, abraçando a todos, brincar no parque e rolar na grama. Se sentia jovem, como se tivesse nascido de novo. Que bobagem! Apenas deu uma nova chace para vida, quando viu que não adiantava mais sofrer por coisas mesquinhas ou por pessoas medíocres. Não queria espalhar isso pra ninguém, ela se deliciava com suas risadas. E sozinha fez tudo o que sentia vontade! Ela brincou, gargalhou, chorou de felicidade, resolveu passar um dia só dela, desligou todos seus meios de comunicação, escondeu a chave e VIVEU!

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